Esse ano eu vou fazer um ‘boot’ no meu voto!

Esse ano a corrida da campanha eleitoral está mais curta, ótimo para quem usa a máquina administrativa para se perpetuar no poder, mas enfim, são as regras do jogo.

A data de início oficial aprovada pelo TSE foi dia 16 de agosto de 2016. Isso dá quase dois meses para sair às ruas, falar no rádio, na TV, e na Internet. Ou seja: não dá tempo se fazer nenhum debate profundo com a sociedade para os candidatos. E claro, menos tempo ainda para o eleitor fazer suas reflexões.

Isso sem falar que hoje em dia a população além de conviver com os infinitos escândalos noticiados diariamente na mídia, ainda vive em pé de guerra com a polarização de filosofias políticas. O brasileiro se acostumou mal a tratar política da mesma forma como torce por futebol. Seu time é tudo e o adversário é nada! Pra mim nem o futebol mais faz sentido assim, que dirá a política!

Temas que eu julgo importante

Educação — Tenho dois filhos adolescentes e ambos estão numa escola particular, mas ainda sim, considero educação pública o principal tema de qualquer discussão política. Todo mundo sabe disso, mas pouco se faz e se fez por isso durante toda a nossa história.

O que vemos nos últimos anos foi a criação de uma geração “analfabeta funcional” instituída na “aprovação automática” (ou Progressão continuada), que faz com que as nossas crianças não tenham foco, meta, tampouco, motivação para estudar. O resultado é uma geração que não sabe interpretar textos, lê e escreve muito mal, portanto, entrará incapaz no mercado de trabalho. Ou seja: perspectiva zero.

Emprego — Sem dúvida nenhuma, nunca se viu um momento tão sem esperança desde quando votamos pela primeira vez pra presidente em 1989. O Brasil é o 7º colocado em desemprego num ranking com 51 países, e os dados ainda serão inflados no próximo trimestre.

Saúde — Só quem precisou ser atendido numa instituição pública de saúde pode dizer o quanto a gestão pública nesse segmento é ineficaz, e insensível com quem precisa de cuidados médicos. Falta de profissionais, hospitais desaparelhados e descaso com os pacientes são os principais problemas nesse setor.

Segurança — Ou melhor, a FALTA DE. O carica sabe que não está fácil caminhar pela cidade sem ser correr risco de ser assaltado ou encontrar uma bala perdida. Nesse assunto, até o nosso atual prefeito concorda.

Transporte — Todo mundo na cidade do Rio de Janeiro sabe do cartel das empresas de ônibus, mas pouco se comenta e a população continua abarrotada nos BRTs que rodam pela cidade. Desconforto, atraso de intervalo, falta de manutenção, enfim, ir e vir do trabalho está cada vez pior na cidade maravilhosa.

Quem eu não votarei nem a pau

Se tem uma coisa que todos concordam nessa eleição é que certamente ela tem o maior número de candidatos com alto índice de rejeição da história política recente. Eis a minha lista:

Pedro Paulo — Sem chance. O cara agrediu DUAS vezes a sua esposa. É indiscutível. Ele já era pra estar inelegível!

Pedro Paulo

Jandira Feghali — Eu mesmo já votei nela outras vezes quando eu ainda acreditava no PT e suas coligações. Seu posicionamento pró Dilma e Lula só aumentaram a minha rejeição.

Jandira Feghali

Flavio Bolsonaro — Não há o que discutir quando o assunto é a “Família Bolsonaro”.

Flavio Bolsonaro

Quem eu poderia votar

Alessandro Molon — Também já votei nele algumas vezes. Sempre foi um político atuante e que mostra o seu trabalho na Internet de forma clara e informativa, e foi muito bem nas suas participações nos debates recentes.

Alessandro Molon

Marcelo Freixo — Era o meu candidato natural para essa eleição. Tem posicionamento aberto, reflexivo e contundente. Sempre gostei da sua coragem, postura, oratória e atuação. Minha preocupação é com o partido PSOL que tende ao radicalismo. E isso sempre me incomodou mesmo já tendo votado nele.

Marcelo Freixo

Então surgiu algo Novo

E eis que eu conheço o Partido Novo. Apesar de ser mais uma legenda e ainda ser um partido pequeno, sua proposta é bem simples e clara. Criado por cidadãos comuns que nunca foram políticos, mas que sabem que não há saída fora da política e por isso criaram o Novo.

Com foco na diminuição de impostos, uso de inteligência e tecnologia para uma boa gestão do dinheiro público, o Partido Novo me pareceu uma alternativa agradável e inteligente.

Mas aí vem a grande questão: Como fazer a diferença, optando por um partido com tão pouca expressão? Não é mais eficaz optar pelo chamado voto útil? E foi exatamente nesse tema que a candidata Carmen Migueles conquistou o meu voto!

Carmen Migueles 30
Carmen Migueles 30
Gustavo Mota 30.500
Gustavo Mota 30.500

É preciso votar baseado na sua convicção, não no resultado da campanha ou da pesquisa. Não devemos votar em time que está ganhando só para nos sentirmos “parte da conquista”. É preciso optar por uma filosofia de valores, por um ideal. Caso contrário tudo ficará igual se você votar no menos pior. Foi assim que chegamos no cenário político atual.

Não importa se a minha candidata não aparece nas pesquisas porque não alcançou 1% das intensões de voto. Não posso dar a minha convicção para um candidato que eu não quero votar só para achar que ajudei a eleger alguém que não faz parte do meu rol de rejeitados. É preciso manter o foco eleição após eleição e tentar mobilizar as pessoas de que isso é o certo a ser feito.

Por isso, esse ano eu vou fazer um ‘boot’ no meu voto!
Vou de Partido Novo, 30!

Update

A Carmem publicou um sensato comentário no seu Facebook analisando o comportamento do eleitor carioca que vale muito a leitura.


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Só em 2019

Ontem quando eu fui buscar as crianças na escola eu conversei com eles sobre o Impeachment da Presidente Dilma. A ideia era dar uma explicação para eles sobre o cenário do país e como nós precisamos continuar com o foco na economia em mente.

Enquanto eu subia a minha rua, contei que o Senado havia cassado o seu mandato e expliquei da seguinte forma para eles:

“A Dilma fez algumas coisas erradas e foi afastada. Então, quem assume a presidência agora é o vice-presidente, Michel temer. Porém, ele também fez coisas erradas e está sendo investigado, e se ele também sair, quem assume é outro presidente, o da Câmara dos Deputados, Eduardo. Só que ele também fez coisas erradas para o nosso país e está sendo investigado e se ele sair, quem assume é outro presidente, do Senado Federal, que acreditem: também fez coisas ruins e está sendo investigado.

Nisso, Analice me interrompeu e disse:

“Meu Deus, o que está acontecendo com essas pessoas? Todo mundo fazendo coisas erradas!

E então o Nicolas emenda:

“E quando é que o país vai melhorar pai?

Eu respondi dizendo que tudo era muito incerto ainda, que várias coisas podem acontecer e que provavelmente só depois das novas eleições presidenciais, uma vez que tudo estava tão errado e que a saída da Dilma não era suficiente para colocar o país no rumo novamente, mas que provavelmente só depois das eleições, em 2019.

***

Contei essa história toda para fazer uma breve reflexão com vocês. A Democracia é um estado direito do cidadão e temos que lutar por ela e tentar transformá-la na forma simples que os meus filhos vêem. Nossos representantes não podem “fazer coisas erradas”. Mas para isso, é preciso desapegar das pequenas corrupções do dia-a-dia. Dizer que somente os políticos são corruptos é o mesmo que tapar o Sol com peneira. A bagunça e o caos dos últimos meses são reflexo de como o brasileiro lida com política, como algo obrigatório, distante da sua realidade, quando é justamente o contrário. O dia que entendermos isso, escolheremos melhor nossos representantes e situações como essa que estamos vivendo se tronem exceção, e não regra.

Até 2019 chegar, muita água vai rolar no cenário político. Então participe, questione, debata. Mas faça isso de forma equilibrada e isenta. Só assim o país terá ordem e progresso novamente.


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Impeachment: Perdendo ou ganhando, o Brasil perde!

Renata Lo Prete, repórter da Globo News lançou a frase de que o que seria decidido no Plenário não seria o fim da série, e sim, seria o último episódio da temporada, e que uma nova temporada se inciaria à partir da votação. Realmente temos que concordar com ela. Há um sentimento bastante inocente em achar que se a Presidente Dilma Rousseff for caçada pelo processo de Impeachment, tudo será resolvido e o Brasil voltará a entrar nos eixos novamente.

Não, muito pelo contrário!

A votação é apenas UMA PARTE do que veremos pela frente. A possível derrota do PT (e seus aliados) nesse processo, mostra claramente um enfraquecimento na governabilidade junto aos outros partidos, principalmente depois do rompimento do vice-presidente Michel Temer com a Dilma (Assista o vídeo à seguir e menção no Twitter).

Esse rompimento será o combustível para o cenário político até 2018, quando teremos novas eleições presidenciais novamente. Até lá, o que veremos é um país sem rumo, sem liderança e afundado em casos de corrupção nos altos escalões do governo e em diversos partidos, inclusive de oposição!

O que mais me preocupa é quem liderará o país caso Dilma perca. Sim, porque Impeachment aprovado pelos congressistas, o processo vai para o Senado, que já manifesta inclinação para aprová-lo caso passe na câmara. Dessa forma Michel Temer assume a presidência. Se você não sabe quem ele é, uma boa referência é o vídeo do humorista Gregório Duvivier, intitulado “Precisamos falar sobre Temer”.

A sucessão do cargo de presidência é tão perigosa para o Brasil, que poucos se dão conta de que TODOS nessa linha estão respondendo sobre irregularidades/corrupção, ou são temerários. Dilma Rousseff (Presidente da República), Michel Temer (Vice-presidente da República), Eduardo Cunha (Presidente da Câmara dos Deputados), Renan Calheiros (Presidente do Senado) e por fim Ricardo Lewandowski (Presidente do Supremo Tribunal Federal).

Uma boa fonte de referência disso é o infográfico do Nexo Jornal que mostra a linha do tempo no processo de Impeachment, que corrobora com a frase da Renata Lo Prete sobre o último episódio da temporada. Eu concordo com a sua frase, mas acredito que o resultado final será o mesmo:

Independente do resultado, o Brasil perde.


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Queria voltar no tempo para o ano de 1989

Se hoje eu tivesse um DeLorean, eu digitaria no painel a data de 15 de novembro de 1989.

Dia do primeiro voto da minha vida. Dia em que eu votei no Lula pela primeira vez. Votei porque acreditava que era o certo a se fazer.

Lula, ex-metalúrgico, que virou líder sindical, parlamentar e co-criador do Partido dos Trabalhadores era a esperança de toda uma geração, cansada de ouvir pais e avós falando horrores da Ditadura do Golpe de 1964 e que tinha na sua pessoa a representação de um futuro mais justo onde o POVO governaria o país.

Eu tinha 16 anos, maioridade eleitoral pela primeira vez na época e eu corri para tirar o meu Título de Eleitor. Estimulado pelos meus professores e amigos “socialistas”, mesmo não conseguindo elegê-lo, sorri de orelha a orelha por poder participar do meu direito civil de escolher os meus governantes através do voto direto. Ato que determinou a minha filosofia política.

3 eleições depois, enfim, eu ajudei a elegê-lo em 2002! Chorei ao assistir pela TV o seu discurso de posse no TSE. Ali eu tive a convicção de ter construído o futuro do meu país. Foi o AUGE do meu sentimento cívico até então e novamente em 2006, ajudei a reelegê-lo! O mandato não foi tão bom como no primeiro, mas eu tinha certeza de que era a coisa certa a fazer, e tinha orgulho disso!

Então o Lula INVENTA a Dilma Rousseff!

Escândalos, denúncias de corrupção e o país começando a guinar numa direção que eu nunca imaginei que fosse. E eis que a Dilma Rousseff passou a ser o nome da sucessão de seu governo, e então começou a minha decepção com Lula. Não por ele acreditar em alguém que talvez não fosse capaz, mas pela MANUTENÇÃO DO PODER! Atitude dos ditadores e não dos verdadeiros líderes e cumpridores da Lei máxima do país!

Claro que eu não quis acreditar nisso, e os anos foram passando, mais escândalos e denúncias surgindo e então Dilma Rousseff é eleita e depois reeleita, e começou a surgir em mim um incômodo, que depois virou um enorme desconforto, que por fim se transformou em vergonha!

Vergonha de ter feito parte desse processo. Vergonha de ter ajudado a construir o chorume que vemos nos últimos anos, especialmente hoje! E pela primeira vez na vida eu anulei um voto meu!

Então eu chorei de novo

No dia que o Ministério Público pediu a sua prisão preventiva sobre o caso do Triplex de Guarujá, eu não comemorei. Eu chorei. Chorei novamente, não por felicidade, mas por vergonha!

Como eu pude me deixar enganar por você. Me senti um lixo, um idiota. Um otário!

Mas aí eu comecei a ler sobre o assunto, e comentários de gente influente (bons exemplos aqui e aqui) e vi que você não me enganou quando eu o ajudei a se eleger. Você foi quem mudou!

Mudou a sua ideologia e se tronou corrupto! E isso, não é culpa minha!!!

Então eu li um dos melhores textos sobre esse assunto escrito pelo publicitário Mentor Muniz Neto, que refletiu bem o meu sentimento sobre o Lula e que resume numa só frase:

“você é um canalha”.

Agora que a máscara caiu, ele nem disfarça mais

Hoje, 16 de março de 2016, o Governo da Dilma Rousseff, anuncia Lula como Ministro da Casa Civil e prova o que o Mentor Neto desbravou: “você é um canalha”!

É tanta decepção, tanta indignação que não tenho nome que possa expressar o que sinto!

Infelizmente, muita coisa vai acontecer enquanto as investigações prosseguem. Mas o fato é que eu não gostaria de ter vivido o dia de hoje! Se eu pudesse, eu voltava no tempo, e anularia o meu voto desde a primeira vez. Quem sabe assim, o dia de hoje seria diferente e a música da banda Paralamas do Sucesso “Luís Inácio e os 300 Picaretas” talvez nunca tivesse sido composta!


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Senhor Prefeito Eduardo Paes, é assim que o senhor respeita o Eleitor?

Hoje (07/07/2012), eu recebi uma ligação telefônica gravada do senhor Prefeito da cidade do Rio de Janeiro Eduardo Paes, fazendo campanha eleitoral, falando sobre os seus projetos atuais e como ele conta comigo para continuar o ótimo trabalho caso seja reeleito. Na mensagem, ele fala que gostaria de ouvir a minha opinião sobre o governo dele, sobre os projetos e disse que gostaria que eu participasse da campanha via sites e redes sociais, principalmente no Facebook.

Tudo muito legal, se não fosse o fato que eu NÃO AUTORIZEI ESSA LIGAÇÃO TELEFÔNICA. Tenho certeza que nunca forneci o número do telefone da minha residência, nem para ele, nem para nenhum acssessor, ou para algum departamento de marketing do partido, e muito menos para nenhum parceiro ou coligado. Portanto senhor Prefeito, sua ligação é ilegal, uma vez que o meu número não consta como público em nenhuma lista telefônica do meu contrato junto à Oi (meu serviço de telefonia fixa).

É assim que o senhor respeita o Eleitor, não respeitando o cidadão que eu sou?

Não é porque ontem (06/07) começou oficialmente a campanha segundo a Justiça Eleitoral, é que foi aberto o “oba-oba” de desmandos culturais do processo político! Aqui não senhor Prefeito!!! Sou Eleitor com atividade regular no TRE e totalmente consciente dos meus Direitos e Deveres enquanto cidadão! Quer fazer campanha Eleitoral? Então por favor use os meios permitidos! Volto a dizer, a sua ligação é ILEGAL, tanto quanto é uma ligação de empresa de telemarketing querendo empurrar a contratação de cartão de crédito qualquer, que aliás, possui documento de autoregulamentação e código de ética. Peça para a sua equipe ler e quem saber aprender um pouquinho sobre esse tipo de ação.

Para deixar muito claro a questão, vou dizer de uma forma bem destacada:

Não desejo receber mais NENHUMA ligação telefônica, nem do senhor Prefeito, nem de qualquer membro da equipe que seja para divulgação da sua campanha. E exijo que o número do meu telefone seja excluído da base e dados de onde originou essa desajeitada ação.

Sem mais,

Cristiano Ferreira dos Santos
(Título de Eleitor: 811173003/29, zona 012 seção 0369)

UPDATE#01

Confirmado. Foi uma ação ILEGAL

Navegando pela Internet depois do ocorrido, esbarrei com o artigo da jornalista Tatiana Lima no site Conversa no Banheiro, que também foi vítima da mesma ação do senhor Prefeito Eduardo Paes. No artigo ela se refere à uma reportagem no site UOL sobre quais ações são permitidas pela Justiça Eleitoral e divulga o Disque Denúncia Eleitoral. A mesma denunciou o caso e estimula os leitores a fazerem o mesmo caso ação se repita com outras pessoas.

Segue os dois links abaixo:


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Porque eu vou anular o meu voto no segundo turno!

Era 1989. Eu tinha 16 anos e votava para Presidente pela primeira vez na minha vida.

Nessa época eu estudava no Colégio Republicano e boa parte da minha familia, a começar pelo meu avô. O Republicano era (é) uma escola tradicional, calcada em conceitos familiares e respeito à Pátria. Desfilei muitas vezes no feriado da Independência do Brasil nas ruas do meu bairro vestindo as cores verde e branca Republicana.

Apesar desse perfil, o colégio tinha professores engajados na política socialista. Fui educado acreditando que o Socialismo era a solução das aflições do nosso País e do Mundo! Matérias como OSPB e Química ganhavam horas-extras em intervalos cravejados de discurso de Carl Marx e porque não Fidel Castro.

Nessa época, na Praça da Paz Celestial na China, cerca de 100 mil estudantes morriam enfrentando o Governo Comunista e abriam a discussão calorosa entre nós e os professores lá no colégio. Filosofia do “Livre pensamento” baseados no filme “A Sociedade dos Poetas Mortos” intensificavam ainda mais esse debate. Tudo isso ao som de “Patience” da banda americana Guns and Roses.

Essas eram nossas referências. Esse era o nosso mundo! Garotos de 16 anos prontos para escolher o nosso 1º Presidente eleito por voto democrático.

Fernando Collor foi eleito e passadas 5 eleições presindenciais, foi a primeira vez que votei num candidato diferente do Lula. A novidade realmente foi grande. Votei numa mulher. Votei em Marina Silva e ela ficou em 3º lugar, somando quase 20 milhões de eleitores por todo País (19,33%). Se fosse eleita eu acredito que seria uma boa líder e seu Governo não complicaria o que já estava dando certo tentando reinventar a roda.

Agora estamos no segundo turno e confesso que as palavras ditas pelo então candidato Plínio Arruda ainda ecoam na minha mente: “Seja qual for o resultado, seremos oposição!” Isso me fez repensar toda a minha vida eleitoral. Lembrei que sempre fui “oposição” junto com o PT. Depois veio a posição de Governo e depois a reeleição e hoje os papéis se invertem. O PT “não bate” mais em ninguém. Frases como “Lulinha paz e amor” não saiam das manchetes dos jornais no seu primeiro mandato e ainda hoje estão por aí.

A atual oposição, tão pouco acostumada nessa posição, se perdeu e continua perdendo. Não se organizou e se desmantelou mesmo com os “escândalos do Mensalão”! E o PT foi crescendo, avançando, inchando à ponto de ter uma das figuras mais mal preparadas como política que eu já vi na minha vida! Dilma Roussef. Ela gagueja, se perde em frases, enfim, não convence. Ela só está na posição que está por ser indicada pelo Lula e disso não há menor dúvida. O País cresceu para os menos privilegiados, mas cresceu muito pouco. Mas foi o suficiente para motivar a população mais carente a elege-la e estamos todos convencidos disso, inclusive o Serra, seu adversário.

A questão do momento são os debates de igual tempo. Muito blá-blá-blá e demagogia em baldes! Os discursos são óbvios e ensaiados. Ainda mais agora com o foco em temas mais polêmicos (aborto, casamento gay, etc.) em busca de eleitores que votaram na Marina no primeiro turno.

Eu andava tão desmotivado que não conseguia aceitar o fato de ter que optar por um dos dois candidatos. Pensava comigo mesmo: “Não posso escolher nenhum deles. Quero dar um destino mais nobre para o Brasil” e cheguei à conclusão que anular o meu voto É UMA OPÇÃO VÁLIDA SIM!

Durante todos esses anos eu sempre descartei a hipótese de anular um voto meu. Mas hoje tudo mudou. O Mundo mudou. A banda Guns and Roses não é mais a mesma, a China tenta, mas ainda não consegue; e o filme “Tropa de Elite 2” está em cartaz batendo recordes de audiência e vou parafrasear algumas de suas frases:

Serra, “O senhor é um Fanfarrão”! E Dilma “Pede pra sair”!

E termino com a frase que o Plínio disse na despedida do seu último debate: “Viva o Brasil”!


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1º Debate on-line com Presidenciáveis é cancelado

Para quem não ficou sabendo, aconteceria na próxima segunda-feira 26/07/2010 às 15h o 1º debate on-line Presidenciáveis idealizado pelos 4 maiores portais de conteúdo da Internet: IG, MSN, Terra e Yahoo!. O evento seria transmitido em tempo real nos 4 sites e contava com a participação efetiva do público que contribuiu com algo em torno de 10.000 perguntas até então para os candidatos.

Sem dúvida seria um momento democrático histórico do nosso país! Eu disse “seria” porque os candidatos José Serra e Dilma Rousseff cancelaram a sua participação aos “45 do segundo tempo” mesmo depois de já confirmarem previamente a sua presença.

A organização do evento colocou uma nota oficial no site e segue abaixo uma parte do texto:

“A candidata Dilma recusou o convite oficialmente na terça-feira e hoje, no início da noite, depois de confirmado presença formalmente, a coordenação de comunicação da campanha do candidato Serra informou à organização do evento de que ele não participaria mais por problema de agenda. A candidata Marina Silva havia confirmado sua presença.”

Sem dúvida uma enorme falta de respeito com o eleitor! Isso sem falar com a organização do evento, com a candidata Marina Silva, enfim, uma fato lamentável! Fico me perguntando se os digníssimos candidatos acham que é assim que se faz campanha na web! Será que estão achando que porque possuem vários perfis nas principais redes sociais serão o Obama Brasileiro? Será? Acho que com essa falta de interação com o eleitor eu duvido que essa será a Eleição da Internet!

Disclaimer:

UPDATE:

Uma bela sugestão do amigo Roney Belhassof, vamos acompanhar aqui no dia 26/07 o que estarão fazendo os candidatos que justificou a ausência no debate. Vamos ver se a incompatibilidade de agenda é real ou uma desculpa esfarrapada!


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O que funcionou para o Obama pode não (e não vai mesmo!!) funcionar para o Brasil

2010. As Eleições das mídias sociais!

É o que mais a gente lê e ou ouve por aí! Estamos no período de pré-candidaturas em buscas das alianças e o cenário político começa a se moldar e é inegável que o uso estratégico da Internet seja alvo do staff de cada candidato.

Eu pessoalmente acredito fortemente na rede como fonte de disseminação e discussão de temas dos mais variados possíveis, mas confesso que quando o assunto é política o meu desânimo impera.

É triste ver a chamada “Obamisação” do processo político. Há um descarado “copy paste” da campanha do presidente americano Barack Obama como caminho do Eldorado para as Eleições de 2010!! A sua campanha foi calcada em redes sociais, mas sobretudo muito bem articulada nos bastidores no sentido estratégico. Não faltou plano de governo bem pensado e o tradicional corpo à corpo. Não basta criar um dúzia de perfis nas redes sociais e sair postando cada movimento para motivar um eleitor a votar no candidato. É preciso conteúdo, e isso fica claro com o atual movimento que vemos até então.

Recentemente num encontro com vários blogueiros a pré-candidata Marina Silva conversou sobre a contribuição da internet na ampliação dos processos de transparência das ações de governo e conforme a repercussão no Twitter do próprio evento ficou claro que ela pouco falou. Já a pré-candidata Dilma Rousseff teve alguns episódios constrangedores na rede com estratégias mal pensadas o que quase culminou com o afastamento do seu coordenador Marcelo Branco.

O fato é que ainda não é possível fazer um raio-x dessa campanha sob a ótica das redes sociais, mas o que eu já posso adiantar é que o Brasil não é os Estados Unidos e nem está no mesmo cenário que o da eleição americana. E ao oficializar a candidatura da Dilma Russeff com uma logo inspirada no da vencedora campanha americana para mim é um mau sinal!


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“Você é aquilo que faz, não aquilo que você diz”

Esse foi um trecho do emocionante discurso de Severn Suzuki na ECO 92, uma menina de 12 anos que fundou uma organização de crianças em defesa do meio ambiente e calou por 5 minutos os representantes de vários países com um relato verdadeiro e impactante sobre a realidade mais do que cruel do futuro do nosso planeta.

O mundo todo se calou para ouvir as palavras dessa menina na Conferência das Nações unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento. Mas o que fizemos pelo nosso planeta desde então? No encontro foi criada a Carta da Terra, um conjunto de três convenções (Biodiversidade, Desertificação e Mudanças Climáticas), uma declaração de princípios e a Agenda 21 (base para que cada país elabore seu plano de preservação do meio ambiente). Anos mais tarde tivemos o Protocolo de Kyoto em 1997, que fracassou esbarrando na necessidade de mudanças na sua matriz energética. Mas eu me pergunto, quanto tempo mais levaremos para nos preocuparmos verdadeiramente com o futuro do lugar onde vivemos?

Perceba que mesmo depois de 18 anos, todos os temas continuam atuais e nada efetivamente foi feito pelos nossos governantes. Em breve estaremos nas urnas mais uma vez. Seu canditado tem um plano de ação para o lugar onde seus filhos e netos irão morar? Assista o vídeo da Severn abaixo e pense nisso!

Outros links importantes sobre o assunto:


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Bom senso ou foi mesmo censura?

Ninguém sabe ao certo!

Quem navegou pela web essa semana percebeu um movimento chamado #MeiguiceSerra e com certeza deu boas risadas! O site era o http://meiguiceserra.tumblr.com/ que era uma paródia da suspeita capa da Revista Veja do dia 21 de abril com o presidenciável, José Serra. E isso foi o que bastou para viralizar a Internet brasileira!

Vários usuários enviram fotos fazendo a mesma pose que o candidato tucano, outros uma pouco mais debochados, ou mais abusados e alguns nem tanto! A ideia era curtir com a cara da revista por quem sabe ter favorecido premeditadamente o distinto político, desfavorecendo a também candidata à Presidência, a ex-Ministra Dilma Russef que também saiu na capa da mesma revista, porém de forma mais “contida”. Tirem suas próprias conclusões nas imagens abaixo:

A questão é que ao ganhar expressão na rede, o movimento pró-Serra e pró-Dilma pressionaram muito a autora do blog, que resolveu por fim à brincadeira e colocou uma mensagem de exclarecimento e me pergunto que tipo de “força muito maior” a obrigou a tomar essa atitude! Seria bom senso ou foi mesmo censura? O que vocês acham?

Só para colocar mais lenha na fogueira eu deixo alguns links bem interessantes sobre o mesmo assunto.


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