Sobre a tal “liberdade de expressão”

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Com a polarização que assola o país (e o mundo também!), argumentos de censura sobre “opiniões” tem sido muito debatidas recentemente. 

O caso da vez é o jogador de vôlei Maurício de Souza do Minas Tênis Clube.

Quando foi noticiado que o personagem de história em quadrinhos Superman (Jonathan Samuel Ken) se descobrirá bissexual nas próximas edições, o Maurício de Souza fez o seguinte comentário no seu Instagram (que tem mais de 965k seguidores):

"Ah, é só um desenho, não é nada demais... Vai nessa que vai ver onde vamos parar"

Essa declaração gerou muitas críticas e ganhou espaço na mídia depois da enorme repercussão negativa nas rede sociais. À partir daí o que se viu foram marcas patrocinadoras se manifestando contrárias ao comentário do jogador pressionando o clube para afastá-lo.

Resultado: o Minas Tênis Clube o demitiu o Maurício de Souza e o técnico da seleção brasileira, Renan Dal Zotto disse que “Não tem espaço para profissionais homofóbicos na Seleção“.

O jogador pediu desculpas de forma genérica no seu Twitter onde só tem 1302 seguidores, alegando o velho clichê homofóbico “desculpe se eu ofendi alguém, não foi essa a minha intenção“.

Vamos falar sobre a liberdade de expressão

É garantida!

Tanto é, que ele pôde se expressar livremente. A publicação, inclusive está no ar, ele nem a apagou. O que o jogador não entende, é que a sua opinião é que é homofóbica.

Declarar que é errado ter um personagem bissexual é homofobia. Não é uma questão de censura! É uma questão de responsabilização por seus próprios atos, não de censura!

Responsabilização. Essa é a palavra:

O mesmo não aconteceu com o podcaster Monark que vem polemizando há bastante tempo, e o mais grave recentemente foi o seguinte:

A tal “liberdade de expressão” continua garantindo que ele possa manifestar o seu racismo. É seu Direito como cidadão dizer o que pensa. 

Responsabilizá-lo por seu racismo é nossa obrigação! 

Pena que instituição que deveria puni-lo, o Youtube, não o faz, e o podcaster continua destilando seus preconceitos em nome da tal “liberdade de expressão”!

A pauta é a Letra Escarlate

Homens combatendo o machismo é mais do que uma simples cortesia, é uma questão de respeito, empatia e consciência. É nossa obrigação enquanto seres humanos civilizados.

Tapa

Violência gera violência, mas é preciso entender que há mais de um tipo de violência.

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