Michael

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Assim que saiu a notícia que haveria uma cinebiografia do maior artista da música pop de todos os tempos, Michael Jackson, começou a contagem regressiva até a noite de ontem!

Finalmente eu, minha família e alguns amigos musicais fomos assistir Michael com o coração na mão!

Sim, coração na mão, porque o filme é do mesmo produtor do chapa-branca Bohemian Rhapsody, e principalmente, com a produção executiva da família dele. 

Ou seja: também seria um filme tão, ou até mais chapa-branca ainda!

Passaram-se anos, e enfim lançaram o primeiro trailer oficial. 

E aí mermão, já era, eu estava totalmente entregue! 

Mas a polêmicas continuavam e mais perto da estreia descobrimos que Janet Jackson pediu para não ser retratada no filme!

Meu filho Nicolas é muito fã do Michael Jackson.

Quando ele tinha 10 anos mais ou menos, ele fez uma redação na escola cujo o título era parecido com algo como “Qual é o seu maior sonho” e ele escreveu:

Eu queria que o Michael Jackson e Walt Disney estivessem vivos!

Isso já dá a noção de quanto ele gosta né? Tanto que ele monopoliza a atenção do professor dele de teclado, Thiago Martins, e todos da escola de música!

Já a minha filha Analice, não só atura o Nick com o tema, ainda tem um melhor amigo Téo, que também é muito fã! Tadinha dela, sentou entre os dois durante o filme! 

Então todos nós fomos ontem assistir Michael juntos munidos de vários baldes de pipoca, biscoitos e refigerantes!

Da esquerda para direita:
Lucas, Bárbara, Thiago (Professor de teclado do Nick), Giovanna, Téo, Analice, Cida, Nicolas e eu.

E aí, gostaram do filme?

Sim, claro, foi muito emotionante e cheio de músicas, óbvio! 

Foi muito satisfatório assistir vários momentos musicais e icônicos do começo de carreira do Michael Jackson.

Como Beat it é a minha música favorita dele, quando chegou nessa parte do filme eu desabei! 

Foi lindo demais!

Jaafar Jackson está incrivelmente parecido com o seu tio Michael, tanto na fisicalidade, quanto na forma de falar.

Sim, falar.

Em vários momentos ele interagindo com outros personagens parece MUITO com Michael. Sua doçura, timidez e riso contido são incrivelmente iguais. Nesses momentos eu esqueci que era o Jaafar e via o Michael na tela! Impressionante!

Mas não só ele me conquistou. Juliano Valdi roubou a cena interpretando Michael criança.

Era cativante, doce e talentoso!

Mas o filme é chapa-branca?

Sim, MUITO!

Joseph foi claramente suavizado no papel, e não foi culpa do Calman Domingo

O excelente ator não tinha muito o que fazer com um roteiro tão morno para alguém notoreamente opressor como Joseph Jackson era. O próprio Michael disse em entrevistas que ele o batia tanto, que o fazia vomitar!

O roteiro não o santifica. 

Não. 

Mostra ele apenas como um pai rígido. 

Bateu nele de cinto numa cena e em outra ele fecha a porta do quarto e só ouvimos e ficamos imaginando.

A sensação que eu fiquei com esse personagem foi “Só isso? Ele vai ficar alternando com cenas de pai rígido e outras malandrão? É isso mesmo?”

Pois é, foi só isso.

A realidade é que a mão de Joseph continua pairando na cabeça da família até hoje, mesmo depois de morto em 2018, e convenhamos, isso já era meio que esperado.

E o que você não gostou?

Além da suavização do roteiro com o personagem Joseph, tiveram outros pontos que eu não curti. Vamos lá:

O filme é muito pequeno

Ok, contar quase 50 anos de carreira do maior expoente da música pop de todos os tempos não caberia num longa-metragem. Deveria ser pelo menos uma trilogia com 3 a 4h cada. 

2h7min não dá! 

Fora que não sabemos se a família seguirá com o projeto. A bilheteria está bem, mas nós conhecemos os Jacksons, tudo pode acontecer. Eu mesmo nunca tive esperança desse filme vingar.

Personagens secundários importantes pouco desenvolvidos

Quince Jones foi uma pessoa importantíssima na carreira solo do Michael, que no filme aparece apenas apertando botões e pouco contribuindo com Michael como produtor. E isso tem relação direta com  a minha próxima queixa.

Outro personagem importante foi o Eddie Van Hallen com o incrível solo em Beat It que teve apenas uma pequena citação numa única frase no filme. Uma pena! A história do solo é muito engraçada e curiosa!

Processo criativo

Por mais que muitos momentos vemos o lado criativo do Michael sendo mostrado, ainda sim, ficou muito aquém do que poderia. Ele é o artista pop mais bem-sucedido de todos os tempos, ver poucos momentos dessa mente criativa em ação foi muito frustrante. 

Quais referências, como ele pensava, no que se inspirava… tudo isso ficou de lado, mostrando apenas Michael saindo de casa, indo para o studio olhando para os cards no quadro e fazendo anotações e trocas.

Foi um grande disperdício!

Final com cara de filme do meio numa trilogia

Para quem já assistiu alguma trilogia, o filme do meio é sempre meio estranho, ele não começa no início e não termina no final. Todos nós sabemos o que vem a seguir.

Polêmicas, muuuuuitas polêmicas.

E sinceramente, eu não sei se os Jacksons vão bancar essa bronca!

Foi legal ver ele dando cheque-mate no Joseph no palco anunciando o último show da última turnê dos The Jacksons, mas ficou aquele gostinho de quero mais, que pode ser que ele nunca venha!

Enfim, é esperar pra ver!

Jackson

A piada que falamos várias vezes depois, é que o segundo filme deveria se chamar Jackson e não Michael 2, ou Michael: parte 2.

Mas se ele realmente acontecer, estaremos lá, firmes e fortes para assistir o restante da carreira desse artista icônico e que vai viver pra sempre nas nossa lembranças!