Experimento de substituição das minhas redes sociais num único link. Aqui o Elon Musk sou eu!!!

Documentário Hayao Miyazaki e a Garça

Ontem foi um dia de trabalho muito complicado por aqui. 

Normalmente às sextas-feiras já são difíceis, pois eu tenho dois compromissos de saúde fixos, um na parte da manhã e outro no final do dia, deixando apenas uma pequena janela entre eles.

Mas eu comecei o dia sabendo que ambos os compromissos foram cancelados e a minha reação foi aproveitar e adiantar vários pequenos trabalhos!

Quando eu dei por mim, era 20h, e eu não tinha conseguido concluir nenhuma tarefa que eu me propous fazer.

NENHUMA!

Às vezes isso acontece.

E a minha postura é sempre a mesma: eu reconheço a derrota, tento relaxar e volto no dia seguinte com mais gás e acabo cumprindo os meus objetivos. 

E dessa vez não foi diferente!

Levantei da minha mesa e fui jantar com a família e escolhemos o dcoumentário “Hayao Miyazaki e a Garça” para assistir.

Eu e os meus filhos adoramos o Studio Ghibili, e pareceu uma ótima opção para terminar esse dia conturbado.

Falar do Miyazaki é chover no molhado. 

Muito já foi dito sobre os incríveis filmes do Studio Ghibili e como eles impactam a vida de centenas de milhares de pessoas ao redor do mundo. 

Mas o que esse documentário fez realmente, foi salvar o meu dia frustrado, e me permitir perceber como o cotidiano do Miyazaki não está muito distante do meu.

Não estou dizendo que estou no nível dele, lógico que não. Eu falo sobre o cotidiano mesmo. É sobre a busca de criar algo todos os dias, focado, empenhado, e às vezes nada disso resulta em criar uma obra-prima ou até mesmo algo alceitável.

No filme vemos que Miyazaki se frustra sempre sobre a sua incapacidade de resolver problemas do seus esboços, das expressões, dos personagens e o roteiro.

Como ele mesmo cita no filme:

Eu estou constantemente na borda do abismo.

Quando ele começa um filme, ele sabe muito pouco sobre que vai fazer. Ele não sabe que história vai contar, quem serão os personagens e como a trama se dará.

Ver isso acontencendo dia após dia, meses e anos no documentário deixam os resultados dos seus filmes ainda mais maravilhosos por conta do enrome esforço.

O documentário ocupa o período de produção do filme “O menino e Garça” e vários amigos e colaboradores dele morreram no processo. 

Dentre eles o seu amigo e sócio Isao Takahata, que morreu um pouco antes de começarem a produção desse filme, e a sua esposa Akemi Ota, falecida em 2020, durante o processo.

Nós vemos que o processo criativo do Miyazaki é penoso e extenuante, mas ainda sim, ele se permite momentos de pura sensibilidade, seja com as suas caminhadas, contemplações de paisagens, comentários brincalhões com os amigos e colaboradores e relacionamento com as crianças da escola vizinha.

Hayao Miyazaki, apesar de genial, é um homem simples e comum, que sofre os dilemas da vida, ao mesmo tempo que a vê como uma grande dádiva e maravilhosa oportunidade, e os seus filmes são reflexo disso.