Alegoria.
Essa é a palavra define o trabalho de Vince Gilligan, criador da série Pluribus, além das amplamente aclamadas séries Breaking Bad, Better Call Saul e do Filme El Camino.
Pertencimento.
Individualismo.
Religiosidade.
Capitalismo tardio.
Livre-arbítrio.
Padronismo Norte-Americano.
Existencialismo.
A lista de alegorias pode continuar crescendo se pensar mais um pouco.
Mas confesso que não era assim na minha cabeça antes de assistir o trailer de divulgação.
Mas eu também confesso que foi assim comigo em relação à Breaking Bad.
Mas isso é tema para outro texto.
Pluribus é um festival de estudo de personagens riquíssimos, como era de se esperar vindo de uma produção do Vince Gilligan.
Temos de tudo.
Uma protagonista rabugenta, arrogante mas insegura, palavruda, e ao mesmo tempo indignada com o destino da humanidade depois do ‘hivemind‘!
Também temos uma coadjuvante bem discreta, vulnerável e altruísta, da mesma forma que violentamente opressora, só que de um jeito simpático e muito gentil!
O resultado é uma série ‘sci-fi‘, que tem reflexões profundas, e que também tem momentos de comédia e suspense.
E como fica óbvio, é uma trama complexa, que provoca milhares de perguntas a cada episódio, mas com a clara pretenção de não respondê-las!
Eu acredito que não é disso do que se trata Pluribus, e sim, provocar mesmo a relfexão sobre todas as alegorias que ela propõe.
Sim, eu estou teorizando!
Eu não tenho certeza de nada!
E não.
Eu não acho que será como em Lost, a série que nos deixou sem respostas para as tramas e mistérios que ela mesma criou!
Não é disso o que eu acho que se trata Pluribus.
Eu acho que a série quer nos fazer pensar e sentir sobre nós mesmos enquanto indivíduos e sociedade.
Ou, pode ser que no futuro eu olhe para esse texto do passado e eu conclua o quanto eu estava errado!
Viu como somos complexos!

