Dinossauro do CSS. Assim é conhecido o Maurício Samy Silva, autor de 5 livros e com um a caminho, que será lançado em junho de 2011! Conheci o seu trabalho através do site que ele mantém sobre técnicas de CSS e Padrões Web, o maujor.com. Confesso que recorri muitas vezes os seus tutoriais para resolver problemas nos meus sites! Seus artigos moram nos meus favoritos e vivem “estrelados” por aqui nos browsers! Por causa disso, claro que me senti tentado a comprar um de seus livros, a galera fala muito bem deles na web e resolvi comprar o “Construindo sites com CSS e (X)HTML” numa promoção na época e hoje farei uma resenha dele pra vocês. Continue lendo →
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Como “Viver de Design”?
Entre 2002 e 2003 eu trabalhava na Editora e Gráfica GPI, do grupo GPI de ensino como designer gráfico numa pequena equipe de 8 pessoas. Éramos 4 designers, 1 revisor, 1 gerente, 1 mecanografista e 1 auxiliar. Na época nosso trabalho consistia em digitar, diagramar apostilas, criar imagens vetorizadas de gráficos didáticos, fazer capas, cartazes, comunicados e qualquer coisa que fosse necessário uma arte gráfica. Era um trabalho imenso, mas era bem legal, a equipe era afinada e um dia era completamente diferente do outro, mesmo obedecendo um rígido e prévio calendário anual.
Nessa época eu comecei a fazer meus trabalhos freelancer em casa nas horas vagas, tanto de design gráfico, quanto de webdesign. A experiência de produção que eu adquiri nessa empresa era enorme e eu me sentia estimulado para ganhar uma “graninha legal” todos os meses, mas o fato é que eu não sabia como. Os projetos pintavam de indicação de amigos, mas na verdade eram bem poucos e com o passar do tempo fui ficando frustrado. Lia sempre nos blogs de vários designers a evolução de seus trabalhos e eu sempre na mesma. Foi aí que eu conheci o livro “Viver de Design” do Gilberto Strunck, professor da UFRJ. Continue lendo →
GTD – A arte de fazer acontecer (Eu já sabia!!)
Responda rápido e honestamente: quem aqui consegue zerar a caixa de e-mail todos os dias? Se sua resposta foi “sim”, parabéns, você é uma exceção! Mas se você respondeu “de vez em quando”, ou “nunca”, não se sinta mal. Você faz parte do grupo de pessoas que não conhecem a metodologia GTD ou não leram o livro “A arte de fazer acontecer” de David Allen da editora Campus.
O livro fala sobre a metodologia “Getting things done” ou simplesmente “GTD”, que efetivamente salvou a minha vida de webdesigner freelancer, ajudando a gerenciar as tarefas do meu dia-a-dia.
Quando eu digo salvou a minha vida, eu quero dizer num aspecto bem amplo mesmo. A metodologia tem como princípio básico que você deve organizar todas as suas demandas num sistema confiável, para que a sua mente esteja livre para executar a tarefa mais eminente sem se preocupar com as outras tarefas seguintes. Por exemplo: muitas pessoas tem o hábito de fazer uma lista de tudo que pretendem fazer no dia. Elas escolhem uma tarefa (em geral a que mais gostam, ou menos pior!!), executam e depois de concluída, escolhem outra. A questão é: Se no fim do dia você deixar de concluir uma ou duas tarefas, qual tarefa você fará primeiro no dia seguinte? E por quê? Como você gerencia esse acúmulo? E se o seu chefe disser no meio do dia que quer uma tarefa que você não estava fazendo “para ontem”, como você administra essa pressão? São estas questões é que trata a metodologia GTD. O objetivo central é administrar todas as tarefas deixando você focado na que estiver fazendo. O resultado é simples. Sucesso!!!
Antes de ler o livro veja como conheci a metodologia GTD
Por volta do ano de 2007 eu sempre esbarrava com o termo GTD em alguns blogs e isso sempre me intrigava, mais mesmo assim não corria atrás para tentar entender. Sabia que a galera falava eu ficava boiando sobre o assunto. Até que um dia eu li no blog do Marco Gomes em janeiro de 2008, um artigo bastante interessante e entendi bem como funcionava a metodologia na sua essência e acabei optando pelo serviço web de gerenciamento de tarefas o “Remember the Milk”. Desde então amadureci os meus conhecimentos sobre o assunto e aumentei muito a minha produtividade.
Falo isso com 100% de certeza, pois sou “uma empresa de uma pessoa só” e além de desenhar layouts, eu possuo tarefas como prospectar novos clientes, atualizar conteúdo de meus clientes fixos, escrevo artigos aqui no blog, gerencio pagamentos; além disso, ainda há a questão que eu trabalho em casa, ou seja, eu levo e trago os meus filhos na escola, participo de algumas atividades com eles e mesmo assim, a minha vida está sob controle, mesmo com tanta pressão. Eu costumo dizer para os meus amigos que “minha vida está no GTD”!!! É disso que o livro aborda. Mesmo antes de ler o livro, eu já praticava uns 80% da metodologia. O livro me fez ter uma visão mais técnica de alguns pontos. O que só aumentou mais a minha vocação no uso do GTD.
Mais afinal, como funciona o GTD e como eu o aplico?
A metodologia GTD baseia-se em 5 macro-etapas, são elas:
- coletar - essa etapa visa a listar todas as tarefas que você tem hoje e todo os seus detalhes, sem exceção.
- processar - aqui a função é “dar peso individual às tarefas”. Na minha opinião, é a etapa mais importante e mais difícil, pois no começo tendemos a “amenizar” a importância de algumas tarefas por questões das mais variadas. Com experiência de uso, aferimos melhor essa etapa.
- organizar - uma vez que já sabemos o grau de importância e urgência de cada tarefa, fica mais fácil organizá-las. Essa etapa visa justamente fazer uma fila bem definida e clara de ser visualizada.
- revisar - mesmo com tudo organizado, sempre acontece os imprevistos. Nessa etapa podemos rever, reorganizar a lista de tarefas, além de ajustar caso haja qualquer mudança necessária.
- executar - e por fim, a execução da tarefa em si.
Além das macro-etapas do GTD, eu adaptei duas realidades para a minha metodologia de trabalho: “relógio biológico” e “presença do cliente”. Calma, eu explico!
Meu relógio biológico funciona da seguinte maneira: pela manhã sou mais lento, menos concentrado; à tarde sou mais produtivo, mais focado; e pela noite eu sou mais criativo, mais sensível. Durante esses dois anos com freelancer, eu percebi o seguinte comportamento dos meus clientes: na parte da manhã eu dificilmente recebo algum telefonema. A não ser por e-mail, que em geral é escrito na noite anterior. Na parte da tarde, perto do início da noite é quando sou mais solicitado. Chegando até ultrapassar o horário comercial com as suas solicitações. Então eu cheguei ao seguinte formato:
- Pela manhã eu faço tarefas que são mais burocráticas, que não me exijam muita concentração, por exemplo responder e-mails, fazer planejamentos burocráticos e administrativos.
- No período da tarde eu costumo a fazer produção pesada. Monto páginas HTML, atualizo conteúdo, trato imagens, etc…
- Já à noite é a hora da criação. Como tudo está mais calmo, eu posso realmente “viajar” experimentando e pesquisando conceitos nos layouts.
Pensando como o autor
David Allen cita no capítulo I um pensamento que considero fundamental para o entendimento da metodologia:
[...] Considero o termo “trabalho” em seu sentido mais universal, como qualquer coisa que você deseja ou precisa fazer [...] Para mim, semear o jardim ou atualizar meu testamento é trabalho, do mesmo jeito que escrever este livro ou treinar um cliente. [...]
Esse pensamento é muito mais que uma simples lista de tarefas. O autor propõe que você considere tudo como tarefa. E dessa forma poderá se concentrar e executar a tarefa atual com 100% de atenção, pois você saberá que tudo está sob controle.
Claro que eu sei a dificuldade que temos em aplicarmos esse conceito na “nossa vida”, pois o impacto é total. Para isso David Allen criou o chamado “Diagrama do Fluxo de Trabalho”. Nele você encontra um caminho para seguir com perguntas-chaves que você deve fazer para si mesmo quando estiver sobre uma nova tarefa. Veja a ilustração abaixo e forme a sua própria opinião.
Conclusão sobre a metodologia sugerida pelo o autor
Marco Gomes menciona no seu artigo que nem toda metodologia, por melhor que seja, serve para todas as pessoas. E eu concordo com ele. O livro abrange conceitos muito mais amplos que o Remember the Milk por exemplo. Eu mesmo já estava com a minha vida resolvida com o conhecimento que adquiri. Mas certamente o livro ajuda a enriquecer ainda mais o conceito, dando exemplos claros de grandes clientes com seus problemas reais q ue foram ajudados pelo GTD. O mais importante é que todos busquem a sua “metodologia pessoal”. Mas eu acredito que para aqueles que já aplicam ou estão iniciando na metodologia GTD, o livro é uma ótima opção de agregar conhecimento fundamentais na produtividade efetiva de todos nós.
Espero que vocês tenham gostado da resenha, e deixo duas citações que estão no livro e sirvam de motivação para todos vocês.
“O ancestral de toda ação é o pensamento” – Ralph Waldo Emerson
“O começo é metade de toda ação” – Provérbio Grego
A palavra-chave “ação” é de propósito!!! Até a próxima!
Abraços!
Outras fontes de leituras sobre GTD
Entendendo “a cabeça de Steve Jobs”
“Design é função, não forma.”
Essa frase citada no livro “A cabeça de Steve Jobs” de Leander Kahney, é sem dúvida nenhuma a síntese de como pensa uma das mentes mais brilhantes do mercado da indústria tecnológica que já existiu. Os conceitos da cabeça desse homem mudou o comportamento de toda uma geração. Ao contrário do que pensam vários fanboys por aí, eu tenho consciência de que ele não fez tudo isso sozinho. Bill Gates tem uma enorme parcela na revolução mundial causada pelos computadores pessoais e junto com Jobs, seja concorrendo ou em parceria como hoje, o Mundo não é mais o mesmo depois do que foi feito nos últimos 40 anos.
Antes de fazer a minha resenha sobre o livro quero mostrar como e quando conheci Steve Jobs e sua Apple.
Em 2001, um pouco antes do atentado ao World Trade Center, eu fui trabalhar como operador de telemarketing num curso web numa empresa que já não existe mais justamente para subsidiar o meu curso. Eu era muito novato e pouco sabia sobre Internet e computadores. Fiz rapidamente amizade com os instrutores da casa, que pelo fato de eu ser funcionário estavam sempre me mostrando as tendências e variações do mercado web da época. E foi lá que eu vi o iMac pela primeira vez. Fiquei encantado com aquela obra de arte! Ele tinha uma cor que eu não conseguia destinguir. O mouse era estranho de manipular e o menu era em cima, no topo da tela. Confesso que nunca esqueci a sensação de usá-lo naquele dia. Foi lá também que um dos instrutores, vendo a minha admiração pelo iMac me emprestou uma fita VHS (isso mesmo! Eu não tinha DVD player) do filme “Pirates of Silicon Valley” que contava a história da criação da Apple por Steve Jobs e Steve Wozniak e o surgimento da Micro-soft (era com hífem na época) de Bill Gates, e como o Mundo foi raptado pelos microcomputadores e suas engenhocas.
O filme começa com o lendário comercial da Apple de lançamento do Macintosh em 1984 dirigido pelo Ridley Scott fazendo alusão ao livro “Nineteen Eighty four (1984)” de George Orwell que mostrava a realidade de uma sociedade oprimida por um partido autoritário que manipulava os meios de comunicação. A Apple mudou totalmente a maneira como as pessoas vêem o mundo, e principalmente como interagem e se comunicam. E nisso Jobs foi o pioneiro. Bill Gates foi o grande empreendedor e com uma visão comercial aguçadíssima e se não houvessem os dois, talvez um Mundo fosse diferente hoje, mas quem vai saber não é mesmo?
Afinal: louco ou gênio? Detalhista ou meritocrático?
No livro, ao contrário do filme, começa justamente quando Jobs retorna à Apple em 1996 e inicia a reformulação da empresa quando ela estava enfrentando uma grande crise sem precedentes. Seu trabalho foi árduo, longo e penoso. O que mais me chamou a atenção no livro foi o foco que Jobs teve nessa época. A Apple possuía uma grade de produtos enorme e de difícil assimilação pelo consumidor. E foi então que Jobs começou um trabalho de infinitas entrevistas com as equipes de todos os produtos da empresa em busca do refinamento. E uma das mais célebres atitudes quando concluiu o trabalho foi traçar de forma absolutamente simples a nova linha de produtos da Apple. Leia um trecho do livro:
[...] “Jobs desenhou uma tabela muito simples de dois por dois no quadro branco. No topo escreveu ‘Consumidor’ e ‘Profissional’, e na lateral ‘Portátil’ e ‘Desktop’. Aí estava a nova estratégia de produtos. Apenas quatro máquinas: dois notebooks e dois desktops, direcionados a usuários profissionais ou consumidores”. [...]
Com essa atitude, Jobs que ainda era considerado um CEO interino, remou contra uma maré de direcionamentos que quase levaram a Apple à falência por causa da sua ausência de 11 anos. Se não fosse o seu foco em criar soluções simples voltados para o usuário talvez a empresa não estaria mais no mercado hoje em dia. Seu empenho aliado à um temperamento explosivo geraram grandes citações mas também criaram toda uma atmosfera em torno da sua personalidade onde termos como “louco” e “gênio” convivem na mesma pessoa.
Na minha humilde opinião, Jobs é um intelectual à frente do seu tempo e não tem a menor paciência com pessoas em que seu nível de inteligência seja abaixo do seu. Mas uma contradição incrível da história é que ele faz justamente aparelhos absolutamente fáceis para pessoas desse nível ou menos. Jobs não é formado. Ele não entende de engenharia de computadores, não é designer, tampouco é publicitário, isso o faz ser o consumidor técnico mais exigente do planeta. Ele acaba fazendo o papel de porta-voz das pessoas com menos conhecimento tecnológico possível, para que qualquer coisa que ele crie seja facilmente utilizada por uma pessoa comum. E quem sofre com isso são os engenheiros, designers e publicitários da Apple que sofrem com sua explosões de raiva quando algo não dá certo!
A busca do menos.
O livro possui passagens memoráveis de Jobs (citadas por ele e outros pensadores) em busca da simplicidade nos produtos que produziu, mas sem deixar a qualidade de fora. Frases como “tente experimentar um produto durante 20 minutos, se desistir de usá-lo nesse período algo está errado”, “simplicidade é complexidade resolvida”, ou “um grande carpinteiro não vai usar madeira ordinária para a parte de trás de um armário, ainda que ninguém a veja”, fazem da Apple ser a empresa que mais cria na sociedade o desejo de possuir os seus produtos.
As maiores referências de Jobs são Henry Ford, Thomas Edison e Edwin Land e freqüentemente ele faz comparação da tecnologia com a arte onde acredita que tudo é uma questão de boa observação do que desejam as pessoas. Uma boa frase que remete à esse pensamento é “criatividade é apenas conectar coisas”. Outra grande frase que ficou famosa foi “os bons artistas copiam, os grandes artistas roubam” de Pablo Picasso e foi citada por Jobs na época da visita paga à empresa XEROX que deu de bandeja a invenção da interface gráfica e o mouse o que hoje em dia achamos absolutamente normal, mas na época foi completamente descartada como lixo pela empresa. Com essa tecnologia o acesso à informação ficou mais do que simplificado, ficou intuitivo e prazeroso, e disso Jobs entendia muito bem.
O legado de Steve Jobs
Mas meus filhos nasceram onde tudo que Jobs criou é comum. Faz parte de nosso cotidiano o hábito de ir fotografar ou filmar um evento e depois editá-lo no seu próprio computador, ou comprar uma música na Apple Store e não o CD inteiro porque você apenas gostou de uma das faixas do álbum, ou usar um celular com tecnologia Touch Screen onde você pode baixar vários aplicativos para beneficiar o seu dia à dia. Isso sem falar dos inúmeros filmes como Monstros S.A., Procurando Nemo e que são sucessos de bilheteria e possuem espaço garantido na estante no quarto das crianças. Tudo isso são frutos da “cabeça” de quem percebeu o quanto a tecnologia pode ser aliada não só para a automação de certas atividades, mas como também para o prazer da comunicação e da integração entre as pessoas. O livro para mim serve para mostrar o quanto erramos quando dizemos que o presente é inovador e inventivo, com novas tecnologias sendo criadas à cada minuto. Para mim a inovação está no passado, mais precisamente em 1976 na garagem da casa de Steve Jobs onde o presente, ou melhor, o nosso futuro foi escrito.
Espero que tenham gostado pessoal!
Até a próxima pessoal!





