Democracia se faz com Educação de qualidade

 

No filme “Che: Part 1” (Steven Soderbergh) há uma cena muito interessantes que retrata muito bem o sentimento da Revolução Cubana de 56. Nela, Ernesto Che Guevara quando indagado o porque da luta armada e não por vias políticas ele dispara:

“A democracia só será realmente possível, quando o povo tiver educação para fazer as próprias escolhas. Enquanto isso não acontece, nós daremos ao povo a Democracia por meio da força”.

Por mais que eu seja contrário uma intervenção baseada em guerrilha, precisamos respeitar a essência dessas palavras e importância da ligação entre a Educação com a Democracia. Viver num País democrático significa poder fazer escolhas. Mas para isso, é preciso ter conhecimento, acesso à informação, enfim, ser “educado”.

Num passado não muito distante, um Governo do Rio de Janeiro implantou uma revolução na Educação. E esse modelo se perpetua até hoje, mas não com a mesma força da época. Estou falando dos CIEPs do governo Leonel Brizola e o seu Coordenador do Programa Especial de Educação, Darcy Ribeiro.

Hoje, se um político em seu discurso mostrasse algo próximo à esse formato, mas que fosse realmente possível, esse político teria meu voto!

Eu governo o meu País!

Ainda me lembro de quando fui tirar o meu Título de Eleitor. Era 1988 e eu tinha 16 anos na época. O voto era facultativo segundo a Constituição Federal recém estabelecida, mas eu fiz questão de fazer parte no futuro desse novo País.

De lá para cá, foram 11 eleições. Muitos vereadores e seus discursos de 5 segundos, Deputados Estaduais, Federais e Senadores “contando com o meu voto”; Prefeitos que depois foram Governadores e apenas um Presidente. Em toda a minha vida de Eleitor só votei num único nome. Luis Inácio “Lula” da Silva! Para mim, esse nome representa o meu Direito de escolha. De Nordestino retirante passando de operário à militante, depois fundador de um partido político de trabalhadores. Lula pra mim representa a mim mesmo como pessoa. Um cidadão comum que pode mudar um país.

Muitos criticam, outros idolatram, alguns fazem vista grossa, poucos ignoram. Lula é “o cara “, já disseram! O fato é que o processo democrático é algo novo no nosso País. Ainda engatinhamos quando o assunto é eleição. Poucos lembram os políticos que votaram no passado. Eu tenho a mesma experiência que o meu pai e o meu avô nessa questão. Ainda estamos escrevendo o destino de nossas ações. Se vamos bater no peito e bradar “eu estava lá quando o meu Presidente disse isso!” ou se diremos “me arrependi de ter votado nele” é algo que poderemos dizer talvez aos nossos filhos, ou netos.

A Democracia é um exercício. Um caminho, onde eu e o meu vizinho podemos andar em direções opostas, mas ainda sim, andamos! Para mim, o que está em questão é o meu Direito de escolher quem eu quero para governar o meu País. E eu respondo sempre: “Eu mesmo!”

Olá Sr. Político! 1ª vez por aqui?

O mundo mudou desde que a Democracia foi implantada no Brasil. E óbvio que o processo Eleitoral também.

O que não mudou foi a forma como a sua informação chega até mim na hora do voto! Porém, eu agora quero mudar esse comportamento.

  • Não quero mais ter a minha programação interrompida com o Horário Eleitoral Gratuito.
  • Não quero mais receber na minha correspondência o seu número e nome.
  • Não quero mais ver crianças, jovens e idosos segurando bandeiras tremulando a sua foto.
  • Não quero ver mais a minha cidade emporcalhada com tanto papel.
  • Não quero mais receber “santinhos” de última hora quando estiver me encaminhado para votar.
  • Não quero banda em comício, muito menos artistas famosos cantando o seu nome.
  • Não quero mais nada que se pareça como antes!…

Eu quero ouvir e ler o que eu preciso saber!

Meu voto está em aberto.

Não escolhi nenhum pré ou candidato.

Portanto é hora de saber o que eu preciso saber para que ganhe o meu voto!

“Sr. político, me convença e conquiste o meu voto!”